MUSEU CASA DE BRUSQUE • Blog
Após dois anos de execução, iniciativa fortaleceu a preservação do patrimônio histórico, ampliou o acesso da comunidade ao Museu Casa de Brusque e superou as metas estabelecidas pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
A Sociedade Amigos de Brusque (SAB), entidade mantenedora do Museu Casa de Brusque, concluiu, neste mês de julho, a execução do projeto "Preservação e Difusão do Acervo do Museu Casa de Brusque", aprovado no âmbito do Programa de Incentivo à Cultura de Santa Catarina (PIC). A iniciativa encerra um ciclo de dois anos de intenso trabalho técnico, educativo e cultural, com resultados que superaram todas as expectativas inicialmente previstas.
Executado entre junho de 2024 e julho de 2026, o projeto representou um importante instrumento de fortalecimento institucional do Museu Casa de Brusque, promovendo avanços significativos na preservação do patrimônio histórico, na qualificação dos processos museológicos e na ampliação do acesso da comunidade ao acervo da instituição.
A iniciativa contou com o patrocínio das empresas Irmãos Zen S.A., Celesc e Havan, por meio do Programa de Incentivo à Cultura de Santa Catarina (PIC), utilizando recursos provenientes da renúncia fiscal do ICMS.
"Após a aprovação do projeto pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), as empresas patrocinadoras destinaram parte do imposto devido para financiar sua execução, demonstrando compromisso com a preservação do patrimônio cultural catarinense e com a valorização da memória regional", explica o presidente da SAB, Marcus Schlösser.
O projeto foi concebido com a finalidade de reunir, preservar, organizar e disponibilizar para pesquisa o vasto acervo relacionado à história de Brusque e do Vale do Itajaí-Mirim, abrangendo registros desde a fundação da Colônia Itajahy, em 1860.
Além da preservação do patrimônio, a iniciativa buscou aprimorar os processos técnicos do Museu Casa de Brusque, ampliar o acesso da população ao acervo por meio de ações educativas e monitorias, promover exposições temporárias e fortalecer o papel da instituição como centro de pesquisa, memória e educação patrimonial.
Ao final da execução, a avaliação é extremamente positiva.
"Todas as metas estabelecidas no plano de trabalho foram integralmente cumpridas e diversas delas foram amplamente superadas, demonstrando a eficiência da equipe técnica e o compromisso da SAB com a correta aplicação dos recursos públicos", ressalta a diretora-geral do Museu Casa de Brusque, Luciana Pasa Tomasi.
Na área de atendimento ao público, estavam previstas 40 monitorias para grupos de visitantes nas exposições do Museu. Durante a execução do projeto, foram realizadas 189 monitorias, número quase cinco vezes superior ao inicialmente previsto.
Da mesma forma, a meta de promover 30 ações educativas voltadas a grupos escolares também foi amplamente superada. Ao todo, foram realizadas 164 atividades educativas, fortalecendo o trabalho de educação patrimonial desenvolvido pelo Museu junto às escolas e à comunidade.
Outro indicador expressivo refere-se ao público atendido. Durante o período de execução do projeto, o Museu Casa de Brusque recebeu 7.769 visitantes em suas exposições permanentes e temporárias, consolidando-se como um dos principais espaços de preservação e difusão da história regional.
Entre as ações de difusão cultural previstas pelo projeto, foram realizadas duas importantes exposições temporárias produzidas a partir das pesquisas desenvolvidas pela equipe técnica do Museu.
A primeira, "Costurando Memórias: Uma História dos Alfaiates em Brusque", apresentou ao público aspectos da formação econômica e social do município por meio da trajetória dos alfaiates brusquenses.
Já a exposição "Do Outro Lado do Oceano: Os 150 Anos da Grande Imigração Italiana em Santa Catarina" destacou a contribuição da imigração italiana para a formação histórica, econômica e cultural de Brusque, do Vale do Itajaí-Mirim e de Santa Catarina. Além de ser apresentada no Museu Casa de Brusque, a mostra também foi exibida na Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina e no Palácio Cruz e Sousa.
O projeto também contemplou a realização de atividades alusivas à Semana Nacional de Museus e à Primavera dos Museus, importantes programas promovidos anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), aproximando ainda mais a comunidade do patrimônio histórico regional.
Um dos principais legados do projeto foi o significativo avanço obtido na preservação técnica do acervo iconográfico do Museu Casa de Brusque.
Ao longo da execução, milhares de fotografias históricas passaram por tratamento técnico especializado, incluindo procedimentos de higienização, conservação preventiva, catalogação, marcação do número de registro e acondicionamento adequado.
Esses trabalhos garantiram melhores condições de preservação física do acervo, reduziram os riscos de deterioração e estabeleceram padrões técnicos compatíveis com as boas práticas da museologia contemporânea.
Além da conservação física, cada fotografia recebeu uma ficha catalográfica contendo informações históricas e técnicas, ampliando significativamente o potencial de pesquisa do acervo.
Outro importante avanço foi a digitalização das imagens, permitindo que pesquisadores e demais interessados consultem o conteúdo sem a necessidade de manusear os documentos originais, contribuindo para sua preservação em longo prazo.
O projeto também promoveu avanços significativos na estrutura técnica do Museu Casa de Brusque. Por meio da contratação de profissionais especializados e da assessoria museológica prevista no projeto, foram realizados treinamentos e capacitações que fortaleceram a equipe técnica da instituição, contribuindo para a padronização dos procedimentos relacionados à conservação, documentação, catalogação e gestão do acervo museológico.
Esses investimentos consolidam uma base técnica que continuará produzindo resultados muito além do período de execução do projeto, beneficiando futuras ações de preservação desenvolvidas pelo Museu.
Durante a execução do projeto, foi realizada a catalogação do acervo iconográfico, com o registro, a organização e a sistematização das informações técnicas de cada item. Os dados produzidos foram devidamente estruturados em planilhas eletrônicas, garantindo a padronização dos registros, o controle das informações e sua disponibilidade para consulta, pesquisa e gestão do acervo.
A atividade foi executada com êxito, assegurando a adequada documentação do acervo iconográfico e contribuindo para sua preservação, organização e ampliação do acesso às informações.
Ao término do projeto, a Sociedade Amigos de Brusque faz um balanço extremamente positivo dos resultados alcançados. Para o presidente da SAB, Marcus Schlösser, a iniciativa deixa um importante legado para a preservação da memória brusquense e regional.
"O projeto fortaleceu os processos técnicos do Museu Casa de Brusque, ampliou o acesso da população ao patrimônio histórico, promoveu ações educativas, incentivou a pesquisa, preservou parte significativa do acervo fotográfico e consolidou a instituição como referência na salvaguarda da história do Vale do Itajaí-Mirim", enfatiza.
Os resultados demonstram que os investimentos realizados por meio do Programa de Incentivo à Cultura de Santa Catarina (PIC) produziram benefícios permanentes para a comunidade, reafirmando a importância das políticas públicas de incentivo à cultura e o compromisso dos patrocinadores com a preservação do patrimônio histórico catarinense.
"Com o encerramento deste projeto, o Museu Casa de Brusque segue ainda mais preparado para enfrentar novos desafios, ampliar suas ações de preservação, pesquisa e difusão cultural e continuar cumprindo sua missão de preservar e compartilhar a história de Brusque e do Vale do Itajaí-Mirim com as presentes e futuras gerações", finaliza a diretora-geral do Museu Casa de Brusque, Luciana Pasa Tomasi.